Brasil aplicará 3ª dose a partir de 15 de setembro, diz Queiroga
25/08/2021 08:15 em Saúde

Idosos com mais de 80 anos e pessoas imunossuprimidas serão contemplados

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que a 3ª dose da vacina contra o coronavírus começa a ser aplicada a partir de 15 de setembro. Idosos com mais de 80 anos e pessoas imunossuprimidas, como aqueles que realizaram transplantes recentemente ou com câncer serão contemplados. As informações são da CNN Brasil.

O reforço foi anunciado por Queiroga na noite de 3ª feira (24.ago.2021) depois de uma reunião do ministro com técnicos da área e com representantes da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde).

Para que a pessoa tome o reforço será necessário que tenha tomado a 2ª dose há pelo menos 6 meses. A 3ª dose será com o imunizante da Pfizer.

Como mostrou o Poder360, os brasileiros de 60 anos ou mais voltaram a ser maioria entre os mortos por covid-19. As internações de idosos em UTI também reverteram tendência de queda nos últimos 6 meses, e subiram para 42,1% em julho.

Entre os possíveis motivos para o fenômeno está a perda de efetividade das vacinas aplicadas há mais tempo e a chegada da variante delta ao Brasil. A delta é mais transmissível do que as outras cepas do coronavírus.

Segundo Queiroga, o início da aplicação do reforço ficou para 15 de setembro porque, pelos cálculos do ministério, nesta data todos os adultos terão tomado a 1ª dose. O ministro afirmou que a decisão de iniciar o reforço considerou o andamento da campanha de vacinação e a aplicação da 2ª dose, que não deve ser afetada.

“Não tinha sentido eu avançar no reforço, se não tivesse a D2 [2ª dose] assegurada, então a D2 seguirá”, disse ele.

O anúncio é uma mudança no que foi dito pelo ministro na última 5ª feira (19.ago). Na ocasião, Queiroga afirmou que a dose de reforço das vacinas contra a covid-19 só começaria a ser administrada depois que a população estivesse vacinada com as duas doses de imunizantes contra a covid-19.

INTERVALO ENTRE DOSES

O ministro comentou ainda sobre a redução do intervalo entre a 1ª e a 2ª doses das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca. Segundo ele, o intervalo deve diminuir das 12 semanas utilizadas atualmente para 8 semanas, como já ocorre em outros países.

“Temos uma quantidade boa de doses da Pfizer, da AstraZeneca também temos doses suficientes”, afirmou.

Queiroga disse, no entanto, que o intervalo entre as doses da AstraZeneca pode ser mantido em 12 semanas caso haja algum problema no fornecimento de IFA (insumo farmacêutico ativo) usado para produzir o imunizante. O IFA desta vacina é importado da China.

Foto:Sérgio Lima

 

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