Governo e oposição estão desorientados, diz Aldo Rebelo
08/09/2021 08:15 em Politica

Ex-ministro afirma que, mesmo que esteja “todo mundo na rua”, está “cada um cuidando do seu”

Ex-ministro da Defesa do governo de Dilma Rousseff (PT), Aldo Rebelo afirma que os atos realizados na 3ª feira (7.set.2021) provam que o Brasil passa por processo de desorientação tanto no governo como na oposição.

“Deveria ser uma confraternização. Mas todo mundo está na rua, cada um cuidando do seu. E o presidente da República, que deveria ser o protagonista desse sentimento de união, está dividindo ainda mais o país”, declarou ao jornal O Estado de São Paulo.

Segundo o ex-ministro, o que resta ao Brasil “é a violência” quando o presidente do país diz que “Supremo, TSE, urna eletrônica e Congresso não são capazes de garantir eleições limpas”

Manifestações contra e a favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foram registradas em diversas cidades nesse 7 de setembro. O chefe do Executivo participou de duas em seu favor: em Brasília e em São Paulo. Em ambas, atacou o STF (Supremo Tribunal Federal).

Em breve discurso realizado em Brasília, Bolsonaro afirmou que autoridades não podem passar por cima da Constituição Federal e ameaçou o Supremo: “Ou o chefe desse Poder [STF] enquadra o seu ou esse Poder pode sofrer aquilo que nós não queremos”. O presidente ainda declarou que “o Supremo Tribunal Federal perdeu as condições mínimas de continuar dentro daquele Tribunal”

Em São Paulo, o chefe do Executivo afirmou que não cumprirá decisões do ministro da Corte Alexandre de Moraes, a quem chamou de “canalha”. Também criticou o sistema eleitoral brasileiro.

“Nós acreditamos e queremos a democracia, a alma da democracia é o voto, não podemos admitir um sistema eleitoral que não oferece qualquer segurança por ocasião das eleições”, declarou. “Não posso participar de uma farsa com essa patrocinada ainda pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral [ministro Luís Roberto Barroso]”, falou.

Aldo Rebelo analisou que existem duas soluções possíveis. A mais lenta seria via eleições em 2022. “A rápida pode aparecer da precipitação dos acontecimentos que ele [Bolsonaro] pode provocar.”

Foto:Edilson Rodrigues

 

 

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